terça-feira, 27 de novembro de 2012

Design dos sites hoje tem menos curvas e mais retas


A integração de sistemas e a programação dos sites evoluiu: os layouts estão mais flexíveis para suportar este dinamismo e facilitar a apresentação dos dados.
Trabalhando há 12 anos com design para web dá para perceber como as interfaces mudaram. E mudaram para a mesma coisa – parece estranho dizer isso, mas é o que vejo principalmente em sites internacionais. E, claro, a internet está mais bonita visualmente, clean e fácil de navegar.
Por que mudou para a mesma coisa?
O design passou por diversas transformações; antes tínhamos uma internet mais “quadrada”, com elementos retos, caixas e mais caixas, sombreados e tentativas frustradas de mudar a tipografia utilizando imagens.
Os designers mudaram e a tendência foi ter uma web mais “redonda”.
No fim da década de 90 e até uns três anos atrás, tudo deveria ter curvas. As bordas deveriam ser arredondadas, o que gerava bastante esforço do profissional para fazer com que isso fosse o mais dinâmico possível. A tipografia deveria ser Arial, porque criar texto em imagens não é favorável tanto para acessibilidade quanto para os buscadores. Sombras nem pensar. Bem resumindo, curvas chamavam atenção e eram o que deixava o layout elegante e moderno.
Menos curvas
Mas agora em 2012 tudo mudou, afinal o Google mudou e a Microsoft também. Bom, estou falando deste ano, mas essa evolução já começou um tempo atrás. Retornando ao começo deste artigo, mudamos para o que já era, tudo começou a ficar “quadrado” novamente.
As linhas são retas as caixas não são mais arredondadas. Veja os botões do Google e do novo Windows 8. O Facebook também não está atrás, assim como portais de notícias, provedores de hospedagem que reformularam os sites e empresas que buscam melhorar a experiência do usuário.
Características que agora mostram modernidade; hoje sombras são usadas em larga escala e temos a tecnologia para mudar as tipografia sem prejudicar a acessibilidade e a relevância das palavras para os buscadores. Ou seja, voltamos a um passado do design com sofisticação e acerto. Estranho dizer isso, mas agora temos elementos provenientes de décadas anteriores, mas com um toque mais refinado.
Os traços da arte concretista estão em destaque em 2012 na web, talvez porque a nova geração exija mais transparência e exatidão, porque estamos mais “preguiçosos” e o design deve ser mais racional e transmitir mais facilidade.
Mas também não é só isso: o nível de integração de sistemas e a programação dos sites evoluiu, fazendo com que os layouts passassem a ser mais flexíveis para poder suportar todo o dinamismo que esses sistemas oferecem. E um layout geométrico facilita a apresentação dos dados tendo um poder para expansão simplificado.
A tendência segue mundialmente. Quando entramos em sites que fazem concursos de “O Site do Dia”, estrangeiros ou nacionais, encontramos o mesmo estilo geométrico e visual na maioria deles. Não estou dizendo que o arrendondado sumiu de vez, mas as curvas abstratas cada dia abrem mais espaço para o concreto, eficiente e sofisticado.
autor: Robson Moulin
fonte: [Webinsider]

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

How to Sync Facebook Events with Google Calendar


We’re all well aware of the many web tools that exist to help us make ourselves more social, efficient, effective, etc — Facebook being one of the many. Some of us use so many that managing the tools themselves often requires another utility. It’s becoming increasingly complicated, and as a solution, Inside Facebook recently discussed syncing Twitter and Facebook status updates for all those who want to sync their updates on both sites.
Well, for those out there who use Google and Facebook to manage events and calendaring, here’s another how-to that might not only make your busy lives a little less complicated, but will relieve you of the pain of having to keep up between multiple calendars.
How to Sync Facebook Events with Google Calendar
gcaleventsync1
1) After you log into Facebook, click on “Events” in the right-hand panel.
gcaleventsync2
2) Then click on “Export Events” and copy the URL (which you will use later). Make sure you keep the address of the URL to yourself, lest everyone have access to your Facebook events…
gcaleventsync3
3) Log into Google Calendar and choose “Add” under “Other calendars.” Then choose “Add by URL”
gcaleventsync4
4) Paste the URL you copied from Facebook and click “Add”
Voila, you’re done! Your Google calendar will now update automatically every time you accept or decline an event in Facebook.
Enjoy being even more organized!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

A importância do inglês para a carreira de TI

Se há uma habilidade onde a certificação e cursos formais têm menos valor é na comprovação do nível de fluência de um determinado idioma, no caso desta discussão, o inglês. Para um entrevistador saber qual seu nível de fluência, bastam apenas alguns minutos de conversa, e pronto, nada de apresentação de diploma ou outros documentos formais. Marca da escola também não importa em relação ao aprendizado do inglês.
Tem muita gente por aí com nível “bacharelado” em inglês, isto é, com mínimo de 4 anos de estudos (ao menos formalmente…), mas que na prática não passa de um iniciante teórico. Muita gente ainda acha que para aprender um idioma basta ir às aulas e fazer um ou outro exercício aqui e acolá, exigido pelo professor.
Hoje em dia, nunca foi tão diversificado o número de opções para treinarmos um idioma, como a internet, séries de TV fechada, filmes com vários controles sobre legenda, closed caption, redes sociais especializadas em ensino de idiomas, aparelhos eletrônicos portáteis cada vez mais baratos e potentes para acesso a conteúdo multimídia, que lhe permitem levar seus materiais aonde desejar, enfim, não faltam opções para quem está a fim de aprender.
A tendência é de que, ao contrário de tecnologias que aprendemos e saem de moda,  o inglês seja cada vez mais um requisito obrigatório para se candidatar a uma vaga numa boa empresa, principalmente na área de Tecnologia da Informação, então não adianta tentar ignorar esssa situação.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A UTILIZAÇÃO DO FACEBOOK NAS INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS CASO CABO VERDE


È notável algum tipo de receio por parte das instituições governamentais em envolver-se nas Redes Sociais e, particularmente, no Facebook. Quando se fala em Redes Sociais, a ideia que normalmente nos vem a memoria  é de um conjunto de pessoas que se interagem através de perfis pessoais, compartilhando mensagens, imagens, vídeos, comentando fotografias etc. Ou seja, as Redes Sociais tem sido vistas na maioria das vezes como uma plataforma de interacção essencialmente entre pessoas. Durante muito tempo, esta foi a imagem que se construiu à volta das redes sociais. Contudo, ultimamente, empresas e organizações governamentais, como Belfast City Council, a Let’s Talk Center, entre outros, tem feito o uso desta ferramenta da Web 2.0, com o intuito de conseguir atingir alguns objectivos fundamentais, como tornar as informações mais acessíveis e aumentar o nível de engajamento com o seu público-alvo, que são muito mais alcançáveis através do uso dessa plataforma.
Ao realizar algumas pesquisas, tomei conhecimento da existência de uma funcionalidade do Facebook vocacionadas para as organizações: O Facebook Pages  ou páginas Facebook. É essencialmente um perfil público que permite organizações, empresas ou personalidades públicas compartilhar recursos com os mais de 20 milhões de utilizadores conectados à rede, permitindo as mesmas organizações manterem uma presença profissional na rede.

Essas Pages, podem ser é geridas por um ou mais utilizadores com perfis pessoais no facebook, permitindo que um conjunto de pessoas possam inserir e editar conteúdos na página, imprimindo uma grande Dinâmica à mesma.

Até aqui tudo muito bonito... mas, porquê Instituições Governamentais cabo-verdianas deveriam ter uma página no Facebook?

Segue abaixo um conjunto de 10 razões pelo qual deveriam utilizar as redes sociais como parte integrante na sua estratégia de comunicação com o seu público-alvo.

1.    Se não registar o nome da organização no Facebook, alguém que não está interessado em representar o nome/marca da mesma poderá faze-lo!
2.    Ter uma Facebook page, mostra a vontade da organização em ter uma conversa aberta com o público;
3.    Como a página não estará alojada nos servidores da organização, poderá contar com uma sistema de backup, um hepldesk 24x7 e uma maior capacidade de tráfico na página;
4.    Permitirá ao público aceder a informações da organização numa plataforma que talvez esteja a usar e que se sinta confortável;
5.    Possibilidade interagir com pessoas que talvez não interaja com a organização através dos meios tradicionais de comunicação. Isto porque podem conversar com a organização quando precisarem e de qualquer parte do mundo, desde que tenham acesso à internet;
6.    A Página no Facebook oferece uma forma mais interactiva de engajamento, possibilitando não apenas a publicação de mensagens curtas, como também imagens, vídeos e até discussões online.
7.    Oferece também uma lógica de conexão que permite que grupos de menor faixa etária, que talvez não mostrem nenhum interesse nas actividades de uma organização governamental, mas que talvez queira saber por exemplo qual o plano das actividades para o Carnaval 2011 através da Página no Facebook da organização;
8.    Se a organização não estiver conectada no Facebook, tudo o que se diga a respeito da mesma, não servirá de nada. Com mais de 200 milhões  de pessoas conectadas na rede todos os dias, e mais de 500 milhões de utilizadores em todo o mundo, isto representa um incalculável meio de escutar o que as pessoas dizem sobre a sua organização.
9.    Poderá publicar informações no Facebook em apenas minutos, o que levaria horas ou dias se tivesse de elaborar um newsletter. Isso é também muito útil quando se quer colocar informações no domínio público o mais rápido possível, como por exemplo em condições climáticas extremas.
10.    A Facebook page é grátis! O que permite ás organizações governamentais fazer mais, com menos... Facebook Pages, é uma forma Grátis de interagir com o público, sem ter de investir alto nas dispendiosas campanhas de marketing...

O que se pode constatar até agora na realidade cabo-verdiana é que não existe ainda nenhum caso digno de ser citado, que reflecte uma utilização efectiva de Facebook pages, de forma a permitir uma maior acessibilidade às informações e um maior engajamento do público.
Por exemplo, se todas as Câmaras Municipais tivessem uma Facebook Page, onde compartilhavam e comunicavam com os respectivos munícipes, disponibilizando informações diversas como notícias, agenda de eventos, imagens, vídeos, entre outros. Podiam recolher feedback dos visitantes, através de seus comentários e perguntas. Isto claro exigiria a definição de uma equipe de administradores da pagina, equipe esta que teria de estar capacitada e autorizada a responderem algumas questões que eventualmente possam surgir.

domingo, 16 de maio de 2010

Intra Social Network - Intranet 2.0


De acordo com a Wikipedia, uma Intranet pode ser definida de uma forma resumida como como "uma versão privada da Internet", ou uma mini-Internet confinada a uma organização. E uma Rede Social (Social Network), como sendo uma estrutura social composta por pessoas (ou organizações, territórios, etc.) - designadas como nós – que estão conectadas por um ou vários tipos de relações (de amizade, familiares, comerciais, sexuais, etc.), ou que partilham crenças, conhecimento ou prestígio.

Contudo, com o avanço das coisas, penso que já se comessa a falar da Intranet 2.0... talvez possamos defini-la como a segunda geração intranet... que contrário da primeira, que tinha um caracter mais Formal, e procurava sobre tudo apresentar um Conjunto de Valores e Funcionalidades Organizacionais, esta segunda procura valorizar principalmente o factor humano.


Mas Intra-SocialNetwork...
Será um conceito novo? meu? não sei...
O termo surgiu-me, durante o processo de desenvolvimento da intranet da Instituição onde eu trabalho... 

A ideia éra criar um espaço onde as palavras Colaboração, Publicação Própria e Reaproveitamento, sejam tidas como palavras de ordem... 
Um espaço que permitisse o surgimento de um ambiente de total colaboração e partilha de experiências, desprendendo do conceito arcáico da Intranet 1.0,  que se resumia na maioria das vezes em um conjunto de Links que permitia executar funções retornando alguma informação para o colaborador...  

"Os Visitantes já não procuram Informação, procuram experiências"

A ideia éra Criar algo 2.0!

Terefas como: Pedido de Férias; Pedido de Declaração de Vencimentos; Pedido de Assistência técnica; Requisição de Sala de Reunião; entre outros também passaram a ser possíveis de se fazer com apenas alguns Clicks...

E que  tal este mesmo modelo nas Instituições de Ensino... consegues imaginar por exemplo uma Universidade com sua propria rede Social, composta apenas por seus alunos, professores e Funcionários... onde todos podem se relacionarem de uma forma transversal... trocar ideias, Ficheiros, compartilhar Artigos e criar Grupos para a descução de um determinado assunto...

Pense nisso...

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Os muros da escola 1.0


Conhecimento para a maioria é fim em si mesmo.
Quanto mais conhecimento, melhor será a pessoa.
Quanto mais ler, mais estará “pronta” para o mundo.
É o conhecimento bancário (Freire), acumulativo, quantitativo.
Quanto mais sei, sou.
(Bom lembrar que Hitler tinha uma biblioteca de 36 mil livros, o que mostrou que conhecimento nem sempre nos torna melhor, caindo por terra uma corrente iluminista que acreditava no mito de quanto mais eu leio, mas sábio sou.)
Para outros (onde me incluo) conhecimento deve ser meio.
Quem geralmente vê conhecimento em si mesmo, não leva em conta que nosso cérebro é uma arma competitiva para sobreviver e viver melhor.

Desenvolvemos o cérebro por uma questão de sobrevivência para quebrar coco, para fazer fogo, a roda e inventar o Twitter. ;)


O primeiro mais cheio de curvas, que gosta de dar uma volta em Florianópolis para ir da Barra à Ipanema.
E o que querem chegar mais rápido, de maneira mais eficaz, produtiva e barata.
(Não confundir isso com preparar para o “mercado”!)
Se ensinamos assuntos – como na escola hoje –  pode-se resolver problemas, mas é um processo mais lento e caro.
E tem como efeito colateral – a alienação e a falta de motivação.
O que não quer dizer que valha para todos, mas para a grande maioria.

O mundo hoje pode gastar tanto e ser tão ineficiente separando o mundo por assuntos?

Ou temos o caminho mais direto?
É uma questão de método (de ensino.)
Mostra-se os problemas e vamos juntando os assuntos necessários para resolvê-los.
Neste caso, desenvolve-se a parte do cérebro que resolve problemas, a linkadora, a criadora, a articuladora, num mundo cada vez mais em rede e com excesso de informação.
Nesta, o senso comum é wiki, criado, inventado, mudado o tempo todo.
É uma escola criativa, mutante, em que todos aprendem, incluindo o professor.
Uma escola 2.0, em rede colaborativa.
Ou valorizamos a atual?
Nela desenvolve-se principalmente a parte do cérebro memorizante, aguardante, consolidante, num mundo que precisa inovar?
Uma escola em rede hierárquica?

Nesta, o senso comum é um substantivo, uma coisa, parada, moldada.
(Que, aliás, é a lógica da gestão de conhecimento. Juntar para depois criar, quando der.)
Uma escola doutrinadora.
E aí dirão os mais conservadores:
Mas não é esta a escola que formou nossos filhos e netos?
Sim, mas o mundo não saltou de 1 bilhão de habitantes para 8 bilhões em 200 anos?
E não se conectou mais?
E não se globalizou?
E não ficou mais complexo?
Esta escola ajuda a resolver nossos novos dilemas em rede?
Caiu a seguinte ficha esta semana.
O ensino por assunto e hierárquico –  é um meio de ensinar.
O ensino por problemas em rede;  outro.

Cada um serve para determinado ambiente.
Dão resultados, sem dúvida.
Mas a questão toda é que a escola por assunto, newtoniana, foi criada para um mundo de 400 milhões de habitantes, espalhados em civilizações separadas, na qual um índio matava um macaco e ia para casa dormir.
Hoje, mata-se o macaco e no dia seguinte está no Twitter, no Facebook, o Grenpeace está na porta protestando e um fiscal do Ibama já vem com a multa.
Pois um macaco está dentro de uma rede ecológica, hoje concebida e preservada!
São 7 bilhões conectados com celular no bolso e vontade de intervir na mão.
Ou seja, interconexão civilizatória, mundo chato, plano, complexo e lotado.
Quantas decisões um índio tomava por dia?
E quantas temos que tomar hoje?
Centenas cada uma mais complexa e com mais implicações, vide macaco.
Mas temos que ver qual é o mais adequado para cada civilização, já que estamos migrando de uma “A” para outra “B” com a chegada da rede digital colaborativa.
O primeiro método, por assunto,  é mais lento e caro.
O segundo, por problema, mais dinâmico e barato.
O primeiro serviu a um mundo estático, na qual a escola era instituição doutrinadora e mantenedora do status-quo.
O mundo hoje não pode mais perder tempo em doutrinar, pois precisa criar e se reiventar o tempo todo.

A boa escola antiga não serve mais ao sistema.
Doido? Pois é.
Sim, este mesmo que chamamos de capitalista.
O mundo fala hoje em criatividade destrutiva.
Estranho né?
E por isso, por baixo, pelos novos alunos que entram, que vão virar professor.
E por cima: pelo desejo de quem coloca os filhos na escola e quer um estudante adequado ao ambiente produtivo da vez.
E ainda mais do alto: o setor produtivo que precisa de gente que saiba tomar decisões cada vez melhor e mais rápida, articulando mundos de informações divergentes e espalhadas!
Finalmente, a escola vai mudar!
Pois a sociedade começa a olhar para a escola e pensa:
Olha o monstro que criamos?

Não, não é o Serra! ;)
Hoje tudo é complexo.
Até pedir café que vamos tomar (descafeínado? com adoçante? com grão árabe ou colombiano?)
(Um primo meu contou, quanto estive lá,  que em Vancouver se sabia se o cara era da cidade pelo tempo que levava para pedir um café; quanto mais, mais era local. Quanto menos, mais gring0.)
Ou seja, a escola está caindo de madura, pois mesmo aqueles que acreditam no conhecimento como ferramenta, parte da premissa antiga: temos tempo para formar e o cara se vira depois.
Hoje, o garoto já nasce com um Ipod no ouvido, antes do médico dar uma palmada, e já tem saber se baixa Axé ou Rock Progressivo? Atualiza a ROM ou deixa do jeito que está?
O paradigma é outro.
O cérebro é flutuante e linkante.

A escola devia ser asa delta e é âncora.

Algo vai entrar (como já está entrando) em choque.

Por fim, para fechar o caixão desse post que já tá longo.
O problema da ecola, a meu ver,  é o problema de custo/benefício para a civilização atual.
E as implicações indiretas, motivação dos agentes envolvidos (professores /alunos / família/sociedade.)
Me digam se na escola atual existe vida e movimento?
Está lenta, chata, cara, improdutiva.
Professores e alunos alienados, estou mentindo?
(Li, coloco depois, não sei onde, que quanto menor a nota do Enem, mais o candidato quer ser professor. Triste, não?)
O conhecimento cada vez  mais mutante circula em outro tempo e a escola tem que se ajustar a ele.
Quanto mais cedo uma criança aprender a lidar com problemas e decisões, agregando assuntos e pessoas para resolvê-los de forma holística, ética e ecológica, melhor!

Essa é a mudança que está aí.
E que vai exigir uma nova escola na virada de uma civilização para outra.
Hora de mudar!
Concordas?


Fonte (http://nepo.com.br/)

Web 2.0 na Administração Pública - Caso Cabo verde


O cenário da Web actualmente, apresenta-se como um novo paradigma, uma nova forma das pessoas se relacionarem, gerando novos comportamentos e criando novas comunidades. Hoje a Web pode ser vista como uma plataforma onde se constroem novas formas de socialização. A construção de espaços para colaboração, interacção e participação comunitária tem sido chamado de Web 2.0.
O’Reilly (2005) considera ainda, a web 2.0 como uma nova concepção, [...] pois passa agora a ser descentralizada e na qual o utilizador torna-se uma entidade activa e participante no processo da criação, selecção e na troca de conteúdo publicados num determinado site por meio de plataformas abertas.
Portanto, hoje temos uma plataforma, focada no utilizador, productor de conteúdos. Este é de facto o traço fundamental da Web 2.0. A possibilidade de qualquer utilizador ter o poder de produzir, publicar e partilhar conteúdos.
De  acordo com Pereira e Silva (2007), “um outro aspecto importante é o conceito de comunidade. Ele já existia desde o início da Web nos fóruns e nas conhecidas “salas de discussões”. Porém, nos últimos anos, o crescimento foi considerável e caracterizou uma verdadeira revolução social na Web”.
A Web 2.0 ganha foco numa altura em que os modelos tradicionais de governação assentes em posturas tutelares e autoritárias, já não respondem à demanda das Sociedades modernas. A orientação da governação para o “Conceito de Cliente” e para as necessidades específicas por estes valorizadas, torna-se, cada vez mais imperativo. Neste novo cenário, vê-se potencializado a possibilidade da utilização do conceito web 2.0 como um modelo alternativo no processo de Governação. Nesta conjuntura, surge então a Governação Electrónica.
Governação electrónica é um processo de modernização da governação, baseada na utilização das tecnologias de informação e Comunicação (TIC) que coloca o cidadão e as empresas no centro das atenções permitindo maior acesso e qualidade da informação pública, promove a melhoria da prestação e da acessibilidade a serviços publicos, aumenta as oportunidades de participação cívica e democrática tornando a governação e a Administração pública mais eficaz e eficiente, menos onerosa e mais responsabilizada. (PESI, 2006)
“A boa governação tem sido uma prioridade para Cabo Verde e encontra-se expressa tanto nos discursos políticos do governo como nas linhas estratégicas dos principais documentos de desenvolvimento de cabo verde.”PESI (2006)
Numa altura em que fenomeno web 2.0 é um dos assuntos mais descutidos na cenário da internet, cabo verde não fica atraz, tendo já algumas aplicações (SIM, SNIAC, SIGOV, SIS, SIPS, etc) utilizadas no ambito do programa de Governação Electrónica que podem ser consideradosa da segunda geração da web.
Contudo podemos constactar uma utilização dos recursos da web 2.0, mais a nível da Administração interno, existindo ainda um conjunto de outros recursos para ser explorados (twitter, Facebook, Blogger, Youtube, wikimapia, Wikipedia, etc), que possibilitam uma maior abertura e uma maior facilidade de relacionamento com o cidadão...
Acredito que a adaptação do processo administractivo cabo verdiano a essa nova abordagem, está longe de ser algo fácil porque impõe mudanças significativas quer na mentalidade que nos processos e formas de trabalhar.
Anteriormente a tarefa de pidir um registo criminal, um atestado de hobito, ou outro documento no cartório, éra algo que exigia ter tempo para enfrentar as longas filas, paralem de todo o processo burocratico que o documento enfrenta até chegar à pessoa que a requisitou.
 Sendo o segundo pilar do Plano estratégico para a Governação Electrónica (PESI) “uma Governação mais proxima dos cidadãos”, não podemos deixar de lado um conjunto de ferramentas e serviços disponíveis na nova geração da web que possibilitam um maior envolvimento dos cidadãos nas atividades governamentais, possibilitando assim uma prestação do serviço publico de maior qualidade, e transparencia.
Obviamente que determinados serviços da nova geração da web, requerem obrigatoriamente o cumprimento de alguns requisitos, a nível de infraestructura, como por exemplo uma arquitectura tecnológica de banda larga interoperável e segura.
No fundo o que se chama de web 2.0 hoje, é exatamente o que tem sido implementado na administração pública a nível interno, atravez de sistemas que utilizam a internet como plataforma e da disponibilização de softwares como serviços.
Tendo em mente os traços da web 2.0 citados anteriormente, fica evidente uma forte cintonia relativamente aos pilares da Governação Electronica em Cabo verde. Isso impõe quase que obrigatóriamente às entidades competentes, a adoptares e comessarem a pensar nessa nova abordagem.