domingo, 16 de maio de 2010

Intra Social Network - Intranet 2.0


De acordo com a Wikipedia, uma Intranet pode ser definida de uma forma resumida como como "uma versão privada da Internet", ou uma mini-Internet confinada a uma organização. E uma Rede Social (Social Network), como sendo uma estrutura social composta por pessoas (ou organizações, territórios, etc.) - designadas como nós – que estão conectadas por um ou vários tipos de relações (de amizade, familiares, comerciais, sexuais, etc.), ou que partilham crenças, conhecimento ou prestígio.

Contudo, com o avanço das coisas, penso que já se comessa a falar da Intranet 2.0... talvez possamos defini-la como a segunda geração intranet... que contrário da primeira, que tinha um caracter mais Formal, e procurava sobre tudo apresentar um Conjunto de Valores e Funcionalidades Organizacionais, esta segunda procura valorizar principalmente o factor humano.


Mas Intra-SocialNetwork...
Será um conceito novo? meu? não sei...
O termo surgiu-me, durante o processo de desenvolvimento da intranet da Instituição onde eu trabalho... 

A ideia éra criar um espaço onde as palavras Colaboração, Publicação Própria e Reaproveitamento, sejam tidas como palavras de ordem... 
Um espaço que permitisse o surgimento de um ambiente de total colaboração e partilha de experiências, desprendendo do conceito arcáico da Intranet 1.0,  que se resumia na maioria das vezes em um conjunto de Links que permitia executar funções retornando alguma informação para o colaborador...  

"Os Visitantes já não procuram Informação, procuram experiências"

A ideia éra Criar algo 2.0!

Terefas como: Pedido de Férias; Pedido de Declaração de Vencimentos; Pedido de Assistência técnica; Requisição de Sala de Reunião; entre outros também passaram a ser possíveis de se fazer com apenas alguns Clicks...

E que  tal este mesmo modelo nas Instituições de Ensino... consegues imaginar por exemplo uma Universidade com sua propria rede Social, composta apenas por seus alunos, professores e Funcionários... onde todos podem se relacionarem de uma forma transversal... trocar ideias, Ficheiros, compartilhar Artigos e criar Grupos para a descução de um determinado assunto...

Pense nisso...

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Os muros da escola 1.0


Conhecimento para a maioria é fim em si mesmo.
Quanto mais conhecimento, melhor será a pessoa.
Quanto mais ler, mais estará “pronta” para o mundo.
É o conhecimento bancário (Freire), acumulativo, quantitativo.
Quanto mais sei, sou.
(Bom lembrar que Hitler tinha uma biblioteca de 36 mil livros, o que mostrou que conhecimento nem sempre nos torna melhor, caindo por terra uma corrente iluminista que acreditava no mito de quanto mais eu leio, mas sábio sou.)
Para outros (onde me incluo) conhecimento deve ser meio.
Quem geralmente vê conhecimento em si mesmo, não leva em conta que nosso cérebro é uma arma competitiva para sobreviver e viver melhor.

Desenvolvemos o cérebro por uma questão de sobrevivência para quebrar coco, para fazer fogo, a roda e inventar o Twitter. ;)


O primeiro mais cheio de curvas, que gosta de dar uma volta em Florianópolis para ir da Barra à Ipanema.
E o que querem chegar mais rápido, de maneira mais eficaz, produtiva e barata.
(Não confundir isso com preparar para o “mercado”!)
Se ensinamos assuntos – como na escola hoje –  pode-se resolver problemas, mas é um processo mais lento e caro.
E tem como efeito colateral – a alienação e a falta de motivação.
O que não quer dizer que valha para todos, mas para a grande maioria.

O mundo hoje pode gastar tanto e ser tão ineficiente separando o mundo por assuntos?

Ou temos o caminho mais direto?
É uma questão de método (de ensino.)
Mostra-se os problemas e vamos juntando os assuntos necessários para resolvê-los.
Neste caso, desenvolve-se a parte do cérebro que resolve problemas, a linkadora, a criadora, a articuladora, num mundo cada vez mais em rede e com excesso de informação.
Nesta, o senso comum é wiki, criado, inventado, mudado o tempo todo.
É uma escola criativa, mutante, em que todos aprendem, incluindo o professor.
Uma escola 2.0, em rede colaborativa.
Ou valorizamos a atual?
Nela desenvolve-se principalmente a parte do cérebro memorizante, aguardante, consolidante, num mundo que precisa inovar?
Uma escola em rede hierárquica?

Nesta, o senso comum é um substantivo, uma coisa, parada, moldada.
(Que, aliás, é a lógica da gestão de conhecimento. Juntar para depois criar, quando der.)
Uma escola doutrinadora.
E aí dirão os mais conservadores:
Mas não é esta a escola que formou nossos filhos e netos?
Sim, mas o mundo não saltou de 1 bilhão de habitantes para 8 bilhões em 200 anos?
E não se conectou mais?
E não se globalizou?
E não ficou mais complexo?
Esta escola ajuda a resolver nossos novos dilemas em rede?
Caiu a seguinte ficha esta semana.
O ensino por assunto e hierárquico –  é um meio de ensinar.
O ensino por problemas em rede;  outro.

Cada um serve para determinado ambiente.
Dão resultados, sem dúvida.
Mas a questão toda é que a escola por assunto, newtoniana, foi criada para um mundo de 400 milhões de habitantes, espalhados em civilizações separadas, na qual um índio matava um macaco e ia para casa dormir.
Hoje, mata-se o macaco e no dia seguinte está no Twitter, no Facebook, o Grenpeace está na porta protestando e um fiscal do Ibama já vem com a multa.
Pois um macaco está dentro de uma rede ecológica, hoje concebida e preservada!
São 7 bilhões conectados com celular no bolso e vontade de intervir na mão.
Ou seja, interconexão civilizatória, mundo chato, plano, complexo e lotado.
Quantas decisões um índio tomava por dia?
E quantas temos que tomar hoje?
Centenas cada uma mais complexa e com mais implicações, vide macaco.
Mas temos que ver qual é o mais adequado para cada civilização, já que estamos migrando de uma “A” para outra “B” com a chegada da rede digital colaborativa.
O primeiro método, por assunto,  é mais lento e caro.
O segundo, por problema, mais dinâmico e barato.
O primeiro serviu a um mundo estático, na qual a escola era instituição doutrinadora e mantenedora do status-quo.
O mundo hoje não pode mais perder tempo em doutrinar, pois precisa criar e se reiventar o tempo todo.

A boa escola antiga não serve mais ao sistema.
Doido? Pois é.
Sim, este mesmo que chamamos de capitalista.
O mundo fala hoje em criatividade destrutiva.
Estranho né?
E por isso, por baixo, pelos novos alunos que entram, que vão virar professor.
E por cima: pelo desejo de quem coloca os filhos na escola e quer um estudante adequado ao ambiente produtivo da vez.
E ainda mais do alto: o setor produtivo que precisa de gente que saiba tomar decisões cada vez melhor e mais rápida, articulando mundos de informações divergentes e espalhadas!
Finalmente, a escola vai mudar!
Pois a sociedade começa a olhar para a escola e pensa:
Olha o monstro que criamos?

Não, não é o Serra! ;)
Hoje tudo é complexo.
Até pedir café que vamos tomar (descafeínado? com adoçante? com grão árabe ou colombiano?)
(Um primo meu contou, quanto estive lá,  que em Vancouver se sabia se o cara era da cidade pelo tempo que levava para pedir um café; quanto mais, mais era local. Quanto menos, mais gring0.)
Ou seja, a escola está caindo de madura, pois mesmo aqueles que acreditam no conhecimento como ferramenta, parte da premissa antiga: temos tempo para formar e o cara se vira depois.
Hoje, o garoto já nasce com um Ipod no ouvido, antes do médico dar uma palmada, e já tem saber se baixa Axé ou Rock Progressivo? Atualiza a ROM ou deixa do jeito que está?
O paradigma é outro.
O cérebro é flutuante e linkante.

A escola devia ser asa delta e é âncora.

Algo vai entrar (como já está entrando) em choque.

Por fim, para fechar o caixão desse post que já tá longo.
O problema da ecola, a meu ver,  é o problema de custo/benefício para a civilização atual.
E as implicações indiretas, motivação dos agentes envolvidos (professores /alunos / família/sociedade.)
Me digam se na escola atual existe vida e movimento?
Está lenta, chata, cara, improdutiva.
Professores e alunos alienados, estou mentindo?
(Li, coloco depois, não sei onde, que quanto menor a nota do Enem, mais o candidato quer ser professor. Triste, não?)
O conhecimento cada vez  mais mutante circula em outro tempo e a escola tem que se ajustar a ele.
Quanto mais cedo uma criança aprender a lidar com problemas e decisões, agregando assuntos e pessoas para resolvê-los de forma holística, ética e ecológica, melhor!

Essa é a mudança que está aí.
E que vai exigir uma nova escola na virada de uma civilização para outra.
Hora de mudar!
Concordas?


Fonte (http://nepo.com.br/)

Web 2.0 na Administração Pública - Caso Cabo verde


O cenário da Web actualmente, apresenta-se como um novo paradigma, uma nova forma das pessoas se relacionarem, gerando novos comportamentos e criando novas comunidades. Hoje a Web pode ser vista como uma plataforma onde se constroem novas formas de socialização. A construção de espaços para colaboração, interacção e participação comunitária tem sido chamado de Web 2.0.
O’Reilly (2005) considera ainda, a web 2.0 como uma nova concepção, [...] pois passa agora a ser descentralizada e na qual o utilizador torna-se uma entidade activa e participante no processo da criação, selecção e na troca de conteúdo publicados num determinado site por meio de plataformas abertas.
Portanto, hoje temos uma plataforma, focada no utilizador, productor de conteúdos. Este é de facto o traço fundamental da Web 2.0. A possibilidade de qualquer utilizador ter o poder de produzir, publicar e partilhar conteúdos.
De  acordo com Pereira e Silva (2007), “um outro aspecto importante é o conceito de comunidade. Ele já existia desde o início da Web nos fóruns e nas conhecidas “salas de discussões”. Porém, nos últimos anos, o crescimento foi considerável e caracterizou uma verdadeira revolução social na Web”.
A Web 2.0 ganha foco numa altura em que os modelos tradicionais de governação assentes em posturas tutelares e autoritárias, já não respondem à demanda das Sociedades modernas. A orientação da governação para o “Conceito de Cliente” e para as necessidades específicas por estes valorizadas, torna-se, cada vez mais imperativo. Neste novo cenário, vê-se potencializado a possibilidade da utilização do conceito web 2.0 como um modelo alternativo no processo de Governação. Nesta conjuntura, surge então a Governação Electrónica.
Governação electrónica é um processo de modernização da governação, baseada na utilização das tecnologias de informação e Comunicação (TIC) que coloca o cidadão e as empresas no centro das atenções permitindo maior acesso e qualidade da informação pública, promove a melhoria da prestação e da acessibilidade a serviços publicos, aumenta as oportunidades de participação cívica e democrática tornando a governação e a Administração pública mais eficaz e eficiente, menos onerosa e mais responsabilizada. (PESI, 2006)
“A boa governação tem sido uma prioridade para Cabo Verde e encontra-se expressa tanto nos discursos políticos do governo como nas linhas estratégicas dos principais documentos de desenvolvimento de cabo verde.”PESI (2006)
Numa altura em que fenomeno web 2.0 é um dos assuntos mais descutidos na cenário da internet, cabo verde não fica atraz, tendo já algumas aplicações (SIM, SNIAC, SIGOV, SIS, SIPS, etc) utilizadas no ambito do programa de Governação Electrónica que podem ser consideradosa da segunda geração da web.
Contudo podemos constactar uma utilização dos recursos da web 2.0, mais a nível da Administração interno, existindo ainda um conjunto de outros recursos para ser explorados (twitter, Facebook, Blogger, Youtube, wikimapia, Wikipedia, etc), que possibilitam uma maior abertura e uma maior facilidade de relacionamento com o cidadão...
Acredito que a adaptação do processo administractivo cabo verdiano a essa nova abordagem, está longe de ser algo fácil porque impõe mudanças significativas quer na mentalidade que nos processos e formas de trabalhar.
Anteriormente a tarefa de pidir um registo criminal, um atestado de hobito, ou outro documento no cartório, éra algo que exigia ter tempo para enfrentar as longas filas, paralem de todo o processo burocratico que o documento enfrenta até chegar à pessoa que a requisitou.
 Sendo o segundo pilar do Plano estratégico para a Governação Electrónica (PESI) “uma Governação mais proxima dos cidadãos”, não podemos deixar de lado um conjunto de ferramentas e serviços disponíveis na nova geração da web que possibilitam um maior envolvimento dos cidadãos nas atividades governamentais, possibilitando assim uma prestação do serviço publico de maior qualidade, e transparencia.
Obviamente que determinados serviços da nova geração da web, requerem obrigatoriamente o cumprimento de alguns requisitos, a nível de infraestructura, como por exemplo uma arquitectura tecnológica de banda larga interoperável e segura.
No fundo o que se chama de web 2.0 hoje, é exatamente o que tem sido implementado na administração pública a nível interno, atravez de sistemas que utilizam a internet como plataforma e da disponibilização de softwares como serviços.
Tendo em mente os traços da web 2.0 citados anteriormente, fica evidente uma forte cintonia relativamente aos pilares da Governação Electronica em Cabo verde. Isso impõe quase que obrigatóriamente às entidades competentes, a adoptares e comessarem a pensar nessa nova abordagem.